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O linfedema é uma acumulação de líquidos com alto conteúdo de proteínas nos membros, ocasionado por uma deficiente formação do sistema linfático.
As suas causas são: o incorreto funcionamento dos gânglios linfáticos, a ausência de válvulas nos vasos ou a falha nos vasos coletores que permitem a ascensão da linfa.
A patologia instalada não pode regredir de forma espontânea. Podem passar períodos de aparente melhora e alguns meses depois, é possível que aumente o volume do linfedema de mãos, pés, pernas, braços, face ou genitais.
O linfedema pode causar incapacidade devido à detenção do constante fluxo linfático provocando um importante aumento de peso na zona anatômica que, às vezes, chega a triplicar seu tamanho já que a linfa gera tecido adiposo por estímulo próprio.
Essa linfa imobilizada provoca severas infecções que se manifestam em mínimas lesões na pele: podem ser episódios freqüentes de erisipela ou celulite bacteriana extensa com lesões nos músculos e na pele. Estes episódios são tratados com altas doses de antibióticos, cuja presença deixa sequelas nos vasos linfáticos e nos gânglios, onde as lesões pioram os diâmetros do linfedema. A falta de circulação do fluxo linfático provoca mudanças na celularidade dos tecidos vizinhos, o que se denomina Síndrome de Steward-Treves.
O linfedema do membro superior afeta a função da mão e a estética do braço; nos membros inferiores compromete o uso do calçado e a deambulação.
O diagnóstico é realizado através da inspeção clínica e a partir dos dados obtidos com a linfografia dinâmica ou linfocintilografia.
Não existem medicamentos nem cremes específicos para sua correção. Não é aconselhável o uso de bombas pneumáticas já que agravam a lesão instalada no delicado sistema dos vasos linfáticos.
O tratamento consiste em derivar a linfa acumulada às veias saudáveis mais próximas; isto significa descomprimir o sistema linfático de alta pressão no sistema venoso de baixa pressão. Depois é possível fazer uma drenagem manual e adotar medidas de sustentação elástica.
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